Pandemia atinge o pico em um mês no Rio

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Coronavírus


O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, disse que o pico da gripe Covid-19, causada pelo corona vírus, deve ocorrer em um mês. Nesta quinta-feira, o Rio registrou o primeiro caso de transmissão interna. O paciente é um homem de 72 anos, da capital, em isolamento domiciliar. O estado de saúde dele é estável, mas a esposa foi contaminada. 

A ocorrência do primeiro caso de transmissão interna põe o Rio no nível 1 do Plano de Contingência, que prevê a disponibilidade de 206 leitos exclusivos para tratamento de casos graves de pessoas infectadas em hospitais — das redes municipal, estadual e federal.

Segundo o secretário, estudos mostram que 5% dos casos precisam de atendimento em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), o que está contemplado no plano do governo. Serão disponibilizados 125 leitos específicos, por meio de integração com as redes privada e filantrópica. Em relação aos outros casos, a previsão é que 15% do total de infectados precisem de internação. 

Já foram ampliados para 150, segundo ele, o número de leitos na rede estadual, exclusivos para o coronavírus. Em 60 dias, serão mais 150. Em caso de uma epidemia, a Secretaria vai montar hospitais de campanha. Respiradores e monitores também estão sendo adquiridos pelo governo estadual. 

O governo já estuda fechar escolas e universidades, interrompendo o ano letivo. “A orientação é de que, ao surgirem casos da doença, a escola ou a universidade façam a desinfecção. Logo após, as aulas podem voltar ao normal. No entanto, quando houver um grande número de casos, as unidades não poderão ficar abrindo e fechando. Será preciso suspender as aulas”, disse o secretário em entrevista ao jornal O Globo.