Fakenews sobre vacina do sarampo pode matar crianças

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Vacinação sarampo

Como se não bastasse a ameaça do vírus do sarampo, a população ainda sofre as consequências de mentiras que espalham medo da vacina do sarampo. Ela é efetiva e considerada segura desde os anos 60 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Menores de idade, a faixa mais vulnerável para as complicações causadas pela doença, precisam se vacinar, e seus pais não podem cair na armadilha das mentiras sobre a vacina.

Se a população não for imunizada, o Rio de Janeiro pode chegar a 10 mil casos da doença, segundo a própria Secretaria estadual de Saúde. É difícil de acreditar, pois em 2016 e 2017, nenhum caso foi registrado no Estado. Em 2018, foram 20 casos, e em 2019 eles chegaram a 333. Neste ano de 2020, em menos de dois meses houve registro de 189 casos.

A primeira morte por sarampo em 20 anos no Rio de Janeiro foi confirmada dia 13 de fevereiro, às vésperas da maior festa carioca e uma as maiores do mundo, o Carnaval. A vítima foi o bebê de 8 meses, David Gabriel dos Santos, que vivia no abrigo Santa Bárbara, que recebe crianças em situação de vulnerabilidade social.

Ele deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu em 22 de dezembro, com quadro de pneumonia, e morreu em 6 de janeiro. A confirmação da doença foi feita em duas análises de amostras do sangue de David e divulgada mais de um mês depois. O bebê não tinha sido vacinado.

O último caso tinha sido no ano 2000, segundo o secretário estadual de saúde, Edmar Santos. “Isso traz para a gente uma situação de bastante perplexidade, uma vez que é uma doença que tem como ser evitada”, afirmou.

As mortes por sarampo no mundo diminuíram em 71% nos últimos anos – de 542 mil, em 2000, para 158 mil em 2011, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas o vírus ainda é comum em países pobres, principalmente na África e da Ásia. E, ao que tudo indica, pode se espalhar em países onde as fakenews se espalham sem controle.

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