Caciques nacionais vão guerrear na eleição do Rio

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Eleições 2020

Com o fim do carnaval, começa logo a campanha eleitoral para prefeito do Rio de Janeiro. Até agora os candidatos mais bem situados nas pesquisas são o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), o deputado federal Marcelo Freixo (Psol) e o prefeito Marcelo Crivella (PRB). Mas eles não vão brigar entre si sozinhos. Políticos nacionais e com pretensão nacional preparam-se para entrar na briga pela segunda maior cidade do país.

O grande evento do pastor RR Soares na Praia de Botafogo mostrou a ligação direta do prefeito Crivella com o presidente Bolsonaro. Diante de uma multidão de fiéis vindos de várias partes da cidade, os dois líderes de direita chegam a girar no palco coladinhos numa dancinha de gosto duvidoso mas que teve o efeito de expor a estratégia do prefeito. Muito mal avaliado nas pesquisas, Crivella precisa a qualquer custo colar sua imagem na do presidente, embora Bolsonaro não tenha ainda deixado claro o que vai fazer na eleição do Rio.

Já o deputado Marcelo Freixo foi apontado pelo ex-presidente Lula, o maior líder de oposição no país, como seu candidato a prefeito do Rio. O apoio de Lula é importante para ajudar o Psol a atrair votos em algumas partes da cidade onde Freixo não foi bem votado nas últimas eleições. Garante também, pela primeira vez para um candidato a eleição majoritária pelo Psol, um tempo razoável de propaganda eleitoral no rádio e na TV.

O prefeito Eduardo Paes, que já foi apoiado por Lula e pelo ex-governador Sérgio Cabral, hoje preso, abandonou ou foi abandonado por seus padrinhos, mas não vai brigar sozinho, caso seja mesmo candidato. Além da companhia certa do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, de seu partido, ele tem recebido acenos do governador Wilson Witzel, que também ficou meio sozinho na política depois de brigar com Bolsonaro.

Apesar do escândalo da água suja da Cedae, Witzel tem pretensões de se candidatar a presidente. Se o apoio dele se confirmar no Rio ao DEM, Eduardo Paes ganha acesso à máquina estadual, mas terá de assumir uma postura bem mais à direita do que faria naturalmente. Isso pode afastar de seu palanque outro presidenciável, Ciro Gomes, do PDT, partido que tem a deputada Martha Rocha como possível postulante à Prefeitura do Rio. O apoio do PDT também é disputado por Freixo, que tenta formar uma frente ampla para tirar a prefeitura das mãos da direita.

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