Cultura do Zona Oeste pede socorro

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Ponte dos Jesuítas

Se em plena Zona Sul do Rio de Janeiro, a poucos metros de uma DP, alguém rouba uma estátua de 400 quilos – e ainda por cima da mãe do Marechal Deodoro, herói da República – o que não acontece com o patrimônio histórico em outros lugares da cidade, abandonados pelo poder público e ignorados pelo setor do Turismo? Bem, no ponto histórico mais importante de Santa Cruz, a Ponte dos Jesuítas, chegaram a armar um circo. Isso mesmo, um circo!

Diante desses absurdos, historiadores, arqueólogos e apreciadores da História e da Cultura do Rio de Janeiro estão aderindo ao movimento “Brigadistas do patrimônio”, criado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) para tentar deter a onda de furtos de estátuas e outras peças em exposição em praças e ruas da cidade. As adesões podem ser feitas pelo número (21) 98913-1561.

“Seja você também um agente voluntário do patrimônio histórico e ajude a zelar pela conservação e segurança do Patrimônio histórico do Rio de Janeiro. Junte-se a nós nessa batalha”, diz o serviço, que aceita denúncias e adesões e começou a funcionar um pouco antes do Carnaval. A montagem do circo encostado à Ponte dos Jesuítas, de 1752, em Santa Cruz, foi o assunto do primeiro telefonema.

Segundo Claudio Prado de Mello, diretor-geral do Inepac, há 1.677 bens tombados em todo o Estado do Rio, e está aumentando a ocorrIencia de furto de peças para venda em ferros-velhos. Como o poder público tem uma equipe pequena demais para fiscalizar a conservação dos monumentos, ele espera a ajuda de voluntários para investir na prevenção junto com os servidores do órgão, a polícia e o Ministério Público.

O lançamento da Brigada do Patrimônio aconteceu após o roubo da estátua de D. Rosa Paulina da Fonseca, a mãe do Marechal Deodoro da Fonseca, em um monumento da Glória, em 15 de fevereiro. O Inepac logo recebeu telefonemas com dicas sobre o paradeiro da peça.

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